A FORMAÇÃO

O Curso de Formação em Pedagogia Griô é um chamado aos sonhadores e realizadores que acreditam na cultura como solo fértil de uma educação transformadora. O objetivo é formar educadores griôs e griôs aprendizes facilitadores de práticas encantadoras, vivenciais, dialógicas e de produção partilhada do conhecimento, integrando as “raízes e asas” da tradição oral e o ensino formal.

Esse Modelo de Ação Pedagógica propõe no centro da educação a celebração da vida e o fortalecimento das identidades e ancestralidades do povo brasileiro. Insere-se em currículos, instituições educacionais e culturais, principalmente aquelas que trabalham com comunidades rurais, tradicionais e de periferia, e está vinculada a um profundo processo de reflexão sobre o conceito de Cidadania Brasileira, apoiado na tradição oral.

O Curso de Formação capacita griôs aprendizes e educadores para o desenvolvimento de projetos pedagógicos, experimentais e didáticos que reconheçam o lugar social, educacional, político e econômico dos mestres e mestras de tradição oral como fonte fundamental na produção do conhecimento.

A formação é certificada pela Associação Grãos de Luz e Griô; Programa Ação Griô Nacional; e Programa de Extensão Diversitas (Universidade de São Paulo – USP).

Público

O Curso de Formação em Pedagogia Griô não exige formação acadêmica e é direcionado a professores de escolas e universidades; educadores populares, educadores ambientais e educadores sociais; brincantes, músicos, artistas de teatro e contadores de histórias; produtores, articuladores culturais, pesquisadores das tradições e comunicadores; agentes sociais de comunidades tradicionais e de periferias urbanas; estudantes e profissionais interessados na área de humanas e sociais.

Referências

A Pedagogia Griô tem como referência o povo que caminha e reinventa a roda todos os dias no Brasil e na África: educadores, psicólogos comunitários, educomunicadores, gestores políticos e principalmente mestres griôs brasileiros e africanos. Os referenciais teórico-metodológicos são: a educação biocêntrica de Ruth Cavalcante e Rolando Toro; a psicologia comunitária de Cezar Góis; a educação para as relações étnico raciais positivas de Vanda Machado; a educação dialógica de Paulo Freire; e uma profunda identificação com a educação que marca o corpo de Fátima Freire; a cultura viva comunitária de Célio Turino; a produção partilhada do conhecimento de Sergio Bairon.

No universo da tradição oral, as referências são as práticas que foram construídas nos terreiros de candomblé, capoeiras, torés, sambas de roda, reisados, cantos do trabalho, festas populares e literários dos cordelistas e repentistas; na ciência das parteiras, na habilidade das rendeiras, antevisão dos pais e mães de santo, brincadeira dos bonequeiros; na medicina dos curadores, erveiras, benzedeiras e xamãs; no catupé-cacundê, jongo, congo, cacuriá, carimbó, ciranda, maracatu, côco, cavalo marinho, siriri; nas artes do circo, teatro de rua, mamulengo, catira, pastoril; na biblioteca viva dos contadores de histórias e em todas as artes integradas aos mitos e às ciências da cultura oral.